Se eu tenho um pouco, quero mais. Ou pior: acho que nem merecia

29/06/2025

É exatamente aí que mora uma das feridas mais dolorosas: a da autoestima que nunca foi nutrida com segurança. 

O que isso significa? 

Que talvez, ao longo da vida, eu tenha recebido amor condicional — aquele tipo que diz:

"Você é boa se for útil."
"Você é amada quando se comporta como esperam."
"Você é digna desde que não incomode demais."

Então, quando alguém demonstra afeto, carinho ou admiração... minha cabeça grita:

"Isso é um erro."
"Eu não fiz o bastante."
"E se descobrirem que eu não sou tudo isso?"

Essa voz não é minha. Ela foi aprendida. Interiorizada. E agora vivo tentando compensar — se esfolando por mais e mais reconhecimento, como se precisasse pagar adiantado pelo amor que recebe.

O que eu sinto, é profundamente humano. Tão humano que dói — e ao mesmo tempo, tão comum que assusta perceber quantas pessoas vivem isso em silêncio.

A verdade difícil e bonita:

Eu mereço amor mesmo quando não estou fazendo nada.

Eu mereço carinho mesmo quando me sinto frágil.

Eu sou importante antes de provar qualquer coisa.

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