Se acolher é amar e respeitar a si mesmo

Sustento o meu próprio espaço — com firmeza, com suavidade, sem me encolher.
E nos dias em que o mundo pesar e tudo parece escorregar, eu vou respirar fundo e dizer;
"Calma. Já cheguei até aqui."
Porque é tudo uma questão de equilíbrio, coragem, amparo e força.
Aprendi a me compreender. A não me tratar como inimiga. A caminhar ao meu lado mesmo quando tropeço. Eu me acompanho com gentileza. Quando alguém me julga, eu ouço com sabedoria. Se há algo verdadeiro e útil ali, eu acolho Se é apenas ruído, recorte, distorção — eu solto.
Porque agora eu sei:
"Quem me vê por partes, não me conhece por inteiro."
Eu não me amo apenas quando acerto.
Aprendi a amar o todo:
O que é suave e o que é intenso,
O que é inseguro e o que é corajoso,
O que ainda está se formando, e o que já floresceu.
Essa mulher que estou me tornando é real.
Ela não é uma ilusão distante — ela já vive dentro de mim, sendo nutrida a cada dia em que escolho não me abandonar.
Essa mulher sou eu.
