Quem sou eu

Aquela que, em campos floridos, encontra as abelhas.
Sou alguém que sente muito — como quem tem o coração sempre aberto para o mundo. Meu maior talento é a sensibilidade: a beleza me toca, mas também o peso das dores alheias. Sou reflexiva, às vezes até demais. Penso, repenso, revisito o que já aconteceu.
Mas é nesse olhar profundo que descubro sentidos que outros não veem.
Carrego no peito a calma de quem já enfrentou tempestades — e ainda assim escolheu cuidar do que é pequeno.
Aprendi que não é preciso ser perfeita pra ser luz. Basta continuar, mesmo quando o sol se esconde.
E não esqueço: a vida não quer perfeição — ela quer progresso.
Ela quer que a gente continue.
Mesmo com medo.
Mesmo machucada.
Mesmo aos tropeços.
