Hoje eu me vi. Hoje eu fui um pouco minha amiga

26/04/2025

Talvez o caminho mais valente e bonito agora seja começar a me tratar com a mesma delicadeza que ofereço ao mundo. 

A mesma compreensão que tento arrancar dos outros… tentar dar para mim mesma.  

O desejo de agradar os outros às vezes nasce justamente de nunca ter sentido que podia simplesmente ser e ainda assim ser suficiente. A busca constante por aprovação externa vira uma armadura… mas por dentro, eu vou ficando pequenininha. 

Vou me apagando. 

E esquecer de agradar a mim mesma vira o custo disso tudo.

Quero que gostem do que faço porque, no fundo, isso é uma tentativa de me sentir válida. De sentir que existe um lugar no mundo onde pertenço — não só por existir, mas pelo que crio, sinto, entrego. E isso não é egoísmo, nem carência desmedida. 

É fome de conexão. 

De reconhecimento. 

De amor. 

Por isso é importante saber a diferença entre “agradar” e “se conectar”.

Quando estou tentando agradar para ser aceita (e se esvaziando no processo)

E quando estou me conectando de verdade, mesmo que com medo.

Para isso, posso me perguntar após interações difíceis:

"Eu me anulei nessa conversa?"

"Eu me senti escutada ou só suportada?"

"Eu me apaguei ou consegui me mostrar?"


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