Conforto

17/02/2026

Tem histórias que não acabam quando a gente termina de assistir, porque de certa forma elas continuam acontecendo dentro da gente.

Koisenu Futari (2022) ficou em mim como um lembrete silencioso de que é possível existir fora do que esperam da gente. Que amor também pode ser cuidado, parceria, construção de um lugar seguro — e não necessariamente romance.

Summer Strike (2022) continua acontecendo toda vez que eu penso que talvez parar não seja fracassar. Que às vezes o maior ato de coragem é simplesmente desacelerar.

To the Wonder (2024) permanece nos silêncios. Na vastidão. Na ideia de que a vida pode ser simples e ainda assim profunda.

E Navillera (2021) segue dançando dentro de mim. Como se dissesse que nunca é tarde para começar. Que os sonhos não têm prazo de validade — só precisam de coragem.

Essas histórias não me deixaram quando os créditos subiram.

Elas viraram perguntas.

Viraram conforto.

Viraram pequenas decisões internas.

Talvez seja isso que eu mais ame nelas.

Elas continuam.

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